O MARKETING DOS JOGOS DE PODER

Wilson M. Moura Ξ May, 1ft 2020

Minha função como estrategista de vida e mentor é tentar enxergar o que as pessoas não conseguem ver: visualizar o futuro, a partir do momento presente, assim como suas circunstâncias que nos ensinam a todo momento. Efetivamente, nossa sociedade gira em torno das cifras econômico/financeiras. O foco é a riqueza material, a concentração de grandes fortunas, que ditam o “poder”.

Dados estatísticos evidenciam que, desde a falência do Banco Lehman Brothers em 2008, que desencadeou o maior colapso financeiro do capitalismo desde 1929, a concentração da riqueza mundial aumentou 10 pontos percentuais nas mãos das mesmas famílias. Traduzindo: as 800 mil pessoas mais ricas do mundo, que representam apenas 1% da população, ficaram ainda mais poderosas nos últimos 12 anos; elas sinalizam as regras dos outros 7 bilhões.

As grandes corporações possuem interesses que destoam das nossas necessidades elementares, isto é, alimentação, moradia, bem-estar, saúde mental, autorrealização e paz interior. Nos é necessário entender que a saúde física é uma consequência da saúde mental. De que adianta chegarmos aos 80/90/100 anos como “debilóides”, sem qualquer maturidade emocional ou propósitos conscientes? Qual seria nosso legado? Qual o montante de sabedoria gerado? Será que a morte do corpo físico faz “desaparecer” a energia da mente? Corpo e mente são manifestações idênticas de energia?

Temos uma massificação de interesses desnecessários, produzidos por uma Teoria de Marketing Transacional ou de Massa, desfigurada e massificante, que nos empurra ao precipício, ao consumo predador e desproporcional. O marketing praticado não visa entender e a atender às necessidades existentes, mas sim acatar as exigências dos bolsos dos patrocinadores. É uma indústria predatória direcionada a produzir desejos grosseiros e incomensuráveis que fomentam, como consequência, vários distúrbios mentais como ciúme, inveja, avidez, distrações, inquietações, excitações, insegurança, baixa autoestima, ansiedade generalizada, distresse, depressão, dentre outras.

O planeta está sufocado, impossibilitado de continuar nos provendo sustento; a pegada ecológica indica que usamos 50% mais recursos do que a Terra pode oferecer. Os combustíveis fósseis e o carvão continuam sendo largamente usados, a indústria armamentista representa 3% do PIB mundial, os níveis de emissão de CO2, desertificação e resíduos tóxicos deixados no meio-ambiente são avassaladores.

Nossos mares, rios, lagos e lagoas estão completamente poluídos. No mundo, há um suicídio a cada 40 segundos e outras 40.000 pessoas morrendo de fome por dia. Além disso, temos 20 bilhões de cigarros fumados, diariamente, dizimando pulmões e o meio-ambiente. Sem contar os picos contínuos de nervosismo das bolsas de valores e altas e baixas do dólar, acolhidos como “normais” pela sociedade, quando deveriam ser combatidos com veemência, já que são instrumentos de mera especulação: são circunstâncias usuais, nunca normais!

Assim, grosso modo, as ações globais são direcionadas pelo marketing das grandes corporações que não explicitam nossas genuínas necessidades. São os “jogos de poder” que ditam as cartas, implacavelmente. O interesse global é produzir dispersões, letargia, confusão e preguiça mental, além de expandir as dúvidas e críticas negativas. As prioridades e relevâncias são desfiguradas em detrimento das necessidades humanas. Não nos deixemos iludir, pois os jogos de poder são ditados pelo trio orgulho, egocentrismo e avidez; alegria, compaixão, amor e equanimidade não fazem parte do contexto. Felizmente, a partir do início do século, o Marketing vem evoluindo por meio de novos conceitos e ferramentas como a Gestão de Relacionamento com o Cliente, mais ampla e transparente, porém sua essência permanece consubstanciada na nas sensações e desejos, incapazes de gerar quietude mental estável.

Portanto, nós temos a responsabilidade de compreender e dimensionar o momento presente, aprender com a História, no sentido de que possamos aplicar os respectivos antídotos e nos adaptar, com serenidade. É fundamental entender o status quo reinante e utilizarmos valores como consciência, discernimento, concentração meditativa e paciência para permanecermos no Caminho do Meio. Nosso firme propósito sempre deve ser a pacificação da mente.

Niterói, 1 de maio de 2020

Wilson M. Moura

Contato para palestras: news@wilsonmmoura.co

Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem autorização prévia (Lei 9.610/98)

 

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Atua como strategic thinker, palestrante, mentor e escritor, com o propósito de viabilizar pessoas e organizações a projetar estratégias de mentalidade de crescimento, maturidade emocional e a pacificação da mente, assim como otimizar metas e investimentos, vivenciar experiências transformadoras e de autorrealização.

Mais sobre mim
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Fator Zen - Um Convite à Paz Interior

Informe-se sobre o conteúdo do livro e receba-o em casa, autografado.

Deixe uma resposta