O EXTREMISMO E O SUFRÁGIO UNIVERSAL

Wilson M. Moura Ξ October, 27th 2018

Et, voilà! Chegamos ao precioso momento para exercer a obtusa e ordinária democracia: o direito ao sufrágio universal e o voto direto e secreto. A propagada democracia brasileira, que estupidamente elege 70.000 agentes públicos políticos a cada quatro anos e outros 350.000 cargos comissionados por osmose, dentre caravanas de numerosos aspones, cuja função exclusiva é mamar nas tetas no erário público. A mais espetacular e dissimulada fórmula oficial encontrada para produzir desigualdade social.

Lembro-me bem que votei no Lula da Silva em 1998, movido pela medíocre inércia do governo FHC; eu queria mudar, pois não aguentava mais seus jogos de poder e discursos populistas. É bem verdade que não fazia noção da desgraça que estava por vir. E agora, em pleno século XXI, no ano de 2018, estamos diante de dois candidatos no mínimo incompetentes, se digladiando no meio de um país mais perdido do que cego em tiroteio, dividido entre dois extremos.

O candidato da esquerda simboliza aflições imorais e aberrantes: corrupção geral e irrestrita, grupos mafiosos instalados, ausência de integridade, prepotência, malevolência, corporativismo, hipocrisia, falsidade, populismo, ódio e incompetência (seu staff partidário é medíocre). Além disso, é pública e notória a subserviência do candidato oficial em relação ao seu mentor e comandante em chefe, o presidiário Lula da Silva, presidente mais corrupto da história desse país, que se auto intitula o semi-deus.

De fato, é ele que irá mover o tabuleiro dos jogos de poder. Sua estratégia de governo é consubstanciada em quatro aspectos: baixíssimo nível cultural e educacional de seus correligionários, acordos espúrios e corruptos com países não democráticos, eternos subsídios-dependência para manter o povo sob domínio, e direitos, muitos direitos; deveres nunca! Logo, o PT simboliza um câncer metastático que necessita ser tratado, urgentemente. Precisamos nos utilizar de um dos poderes da mente mais importantes, a memória ativa, e aprender, de uma vez por todas, que as fraudes utilizadas por esse partido nunca mais devem ser utilizadas.

Do lado oposto, o da direita, temos o outro extremista, uma espécie de ogro, que expressa machismo, homofobia, valores militares, religiosidade despótica e o direito ao porte de arma de fogo. Assim como seu oponente, também exprime corporativismo, hipocrisia, falsidade, populismo e ódio em seus atos. Suas estratégias de governo ainda são obscuras, contudo ele acena positivamente para uma economia liberal e para alguns valores fundamentais em qualquer sociedade civilizada como disciplina e ordem.

Sim, o PSL do Bolsonaro também simboliza uma propensão à doença, porém ainda não instituída. Doença essa que surgiu a partir do escárnio petista. É um risco, uma aposta no desconhecido que pode vir a ser bem-sucedida ou não, como qualquer novo governo, mas num país orgulhoso, disperso, desorganizado, desagregado, indisciplinado, descomprometido e irresponsável. Precisamos nos unir e nos organizar para proteger as Garantias individuais e coletivas, assim como os Direitos fundamentais de quarta geração.

Nenhum dos dois representa uma alternativa transcendente e, dificilmente, introduzirão soluções equânimes. O Brasil está debilitado e precisamos efetuar um diagnóstico preciso, uma anamnese, visando priorizar ações e reduzir o impacto negativo. Necessitamos ter consciência, discernimento, visão sistêmica e praticar a inteligência emocional: agir de acordo com o real, não com o desejado. Constatar a realidade não é um objetivo simplório, mas precisamos fazer brilhar o sol da pátria com verde, amarelo, branco e azul, visando iluminar o velho mundo. E isso se faz por meio de integridade, integração, planejamento, adequação, comprometimento, responsabilidade, foco e disciplina.

De qualquer forma, a possibilidade de estabelecermos sistemas de governo comunistas ou fascistas é praticamente nula. Ambos os candidatos idolatram a “nossa democracia”, um ambiente perfeito para o enriquecimento ilícito, desigualdade social e a manutenção dos jogos de poder.

Afinal, aqui entre nós, não é para isso que produzimos os políticos?

Niterói, 27 de outubro de 2018

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Palestrante, escritor e mentor, especialista em tendências.

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