MONARQUIA NO BRASIL: PRETENSÃO OU PRECAUÇÃO?

Wilson M. Moura Ξ April, 11th 2020

Estava aqui refletindo com meus botões. O Brasil deveria instituir a monarquia novamente, sendo que o monarca não seria eleito pelo voto popular. Imaginemos um rei da estirpe de alguns brasileiros com pensamentos brilhantes como, por exemplo, Amyr Klink, Artur Ávila Cordeiro de Melo, Caroline Dallacorte, Fabiano de Abreu, Manuella Pinto Kaster, Marilda Sotomayor, Roberto Carvalho Azevêdo, Thales Akimoto… Ou poderíamos eleger um triunvirato de reis estrangeiros como Bill Gates, Ken Wilber, Yuval Rarari e uma rainha como a fabulosa Angela Merkel, capazes de nos colocar no trilho da lucidez e da vanguarda em poucos anos, pois temos todas as condições de temperatura e pressão a nosso favor.

A tal da democracia que instituímos em 1988 é uma falácia, uma amálgama de insensatez, falsidade, hipocrisia e regalices, incapaz de introduzir medidas sequer ordinárias. É um sistema político para enganar ignorantes, sempre focada em reformas em forma de subterfúgios, desenhada tendenciosamente e com maestria para beneficiar a si mesmos, ou seja, os poderes legislativo, judiciário e executivo. Produziu instituições, sem qualquer critério na escolha de seus dirigentes, ejetando 50% das nossas riquezas na sarjeta, seja por corrupção ou incompetência: um cínico jogo de poder.

Não nos iludamos: as discrepâncias ideológicas são tão latentes e nebulosas que nos impedem de trilhar caminhos virtuosos. Os valores mandatários são estabelecidos em função dos jogos de poder, que camuflam as distrações, desigualdade social, fome, cultura sem qualidade, etc. Sendo assim, as sociedades necessitam instaurar limites, para que possamos deixar fluir a criatividade. Cercear as dúvidas e críticas negativas, que só produzem pensamentos limitantes e aflitivos, inibindo as camadas da criatividade e da inovação.

Além disso, temos aqui a maioria absoluta do povo sem qualquer habilidade para interpretar textos, ainda mais eleger políticos. Assim, não proponho um império nos moldes do século XIX, do tipo constitucional parlamentar representativo, e sim uma Monarquia cujos partidos políticos se chamariam Disciplina, Organização, Responsabilidade cívica, Integridade, Integração, Interação, Inteligência emocional, Pensamento crítico, Competência, Conformidade, Planejamento, Priorização, Equidade e Paz interior.

É lógico que não é o ideal, porém convenhamos: o ideal é utópico. Lá se vão 8 ou 10 mil anos sem que o mundo tenha sido capaz de inventar um sistema político que beneficie o bem-estar comum, a equanimidade e a quietude mental estável. Em função disso, necessitamos priorizar nossas ações em conformidade com valores como competência, eficiência, eficácia e efetividade, efetuando escolhas conscientes e saudáveis, pois às que vêm sendo praticadas são diametralmente opostas à lucidez que tanto almejamos.

Afinal, a tal da democracia esdrúxula — pra não dizer patética — instituída no Brasil corrobora com o famoso ditado da mitologia grega “É impossível agradar a gregos e troianos”. De fato, não satisfaz a nenhum segmento da população brasileira, exceto os que a inventaram e a protegem. Mas, como sempre existem outras soluções, também podemos invocar São Nunca, ou outras expressões populares como quando os porcos voarem, as galinhas tiverem dentes, ou mesmo aguardarmos que as vacas tussam.

Façam suas apostas, seja por pretensão ou precaução.

Niterói, 11 de abril de 2020

Wilson M. Moura

Contato para palestras: news@wilsonmmoura.com

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Eu atuo como strategic thinker, palestrante, mentor e escritor, com o propósito de viabilizar pessoas e organizações a projetar estratégias de mentalidade de crescimento, maturidade emocional e a pacificação da mente, assim como otimizar metas e investimentos, vivenciar experiências transformadoras e de autorrealização.

Mais sobre mim
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Fator Zen - Um Convite à Paz Interior

Informe-se sobre o conteúdo do livro e receba-o em casa, autografado.

Deixe uma resposta