FELICIDADE, RELEVÂNCIAS & PRIORIDADES

Wilson M. Moura Ξ May, 11th 2017

Todas as pessoas desejam a felicidade? Sim, mesmo os menos conscientes a desejam, não há a menor dúvida quanto a isso. Há um sentido implícito de autopreservação, da melhor forma possível. Afinal, em sã consciência, ninguém deseja sofrer. Mas, como reagir a um quadro de sofrimento inexorável? A realidade nua e crua não proporciona felicidade aparente; precisamos construí-la, aprender a desenvolvê-la. A felicidade é uma dimensão pessoal e intransferível, e não depende das circunstâncias externas.

Muitos afirmam que somos seres evoluídos e isso merece uma reflexão. Seria devido ao fato de que temos o livre arbítrio de sermos felizes? Alguns justificam esta tese uma vez que temos os centros de energia (cakras) alinhados na vertical; outros afirmam que somos evoluídos por termos um cérebro avantajado. Temos, sim, um enorme potencial para isso, mas são muitas as incoerências.

Vamos considerar a evolução em apenas dois aspectos, porém codependentes: mental e emocional. A evolução mental se refere ao conhecimento, com suas duas vertentes: tácito e explícito. O conhecimento tácito (subjetivo) relaciona-se com 4 aspectos: instrução pessoal adquirida, aprendizagem por intermédio da vivência individual (observação, iniciação e experiência prática), fatores considerados intangíveis, assim como a linguagem não formal (subjetiva) e não sistemática. O conhecimento explícito (estruturado e objetivo) é a consequência da aprendizagem intelectual e do saber já existente externalizado pela sociedade, registrado em livros, artigos, documentos de modo geral, além da linguagem formal e sistemática: é mais fácil de ser transmitido.

O aspecto emocional da evolução humana se relaciona com o grau de consciência, discernimento e liberdade sobre as sensações (prazer, aversão e indiferença), percepções (conceitos e julgamentos) e as estruturas mentais condicionadas (pensamentos, emoções, sentimentos, etc.).

Logo, podemos concluir que a evolução mental e emocional está relacionada com nossa competência para compreender, integrar e interagir com esses aspectos ou, em outras palavras, precisamos ser coerentes com nossas peculiaridades. Mas é importante frisar que somos coerentes somente quando ordenamos e harmonizamos nossos valores, intenções, crenças e comportamentos com as leis do universo: a vida é impermanente (cíclica), interdependente (depende de causas e circunstâncias), processual (vivemos de tarefas e processos), probabilística (vontades não se realizam automaticamente), além de saber que toda ação produz uma reação (consequência) correspondente.

Portanto, a felicidade é um aspecto da mente diretamente proporcional à forma com a qual lidamos com as leis universais. Devemos ponderar sobre essas questões e estabelecer prioridades de ação, visando simplificar nossos costumes, nos adequar ao universo e, consequentemente, reduzir o nível de ansiedade e distresse; desenvolver a mente e o cérebro, conjuntamente.

Precisamos focar os critérios de prioridade, relevância e coerência que estamos adotando, sob pena de continuarmos achando que somos o que estamos.

Niterói, 11 de maio de 2017

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Palestrante, mentor, escritor e mestre em meditação, especialista em tendências.

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