E DEIXA A VIDA ME LEVAR (VIDA LEVA EU!), DEIXA A VIDA ME LEVAR (VIDA LEVA EU!)...

Wilson M. Moura Ξ January, 28th 2020

Em 1982, o povo do Rio de Janeiro elegeu o govenador Brizola, cuja ideologia era escancarar a porteira: a porteira do assistencialismo, indisciplina, desorganização e total irresponsabilidade cívica, onde a máxima era “Às comunidades todos os direitos e nenhum dever”. Iniciou-se ali um período de falsidade e cinismo, visando obter os votos da maioria da população, desprovida de educação, apesar da boa tentativa dos Cieps.

Moreira Franco foi eleito em seguida, permeando o Estado de burocratas incompetentes e ávidos pelo poder, sem qualquer direcionamento a favor da coisa pública, muito pelo contrário. O governador enriqueceu, após gastar uma fortuna em obras públicas de péssima qualidade como prefeito de Niterói.

Brizola assumiria novamente o poder em 1990, estabelecendo a era da leniência, permissividade, falsidade, hipocrisia e falta de transparência. Seu segundo mandato foi catastrófico. Nilo Batista e Marcello Alencar o sucederam, com administrações medíocres.

Em seguida, o caos se estabelece de vez. Em 1998, o Rio de Janeiro acolhe o governador Anthony Garotinho, uma espécie de semideus mitológico do mal, representativo da trindade “falsidade, hipocrisia & falcatruas”, oriundo da política do seu mentor Leonel Brizola. De fato, foi uma das maiores misérias inseridas na história do nosso Estado. Garotinho renunciou ao cargo para candidatar-se à Presidência da República e deixou, tal qual uma dádiva divina, o seu vice, a pavorosa Benedita da Silva, cuja adoração pelo cinismo, desordem, incompetência e irresponsabilidade era notória.

Como consequência, o povo do Rio de Janeiro, muito satisfeito com o status quo, elege a representante mor do ex-governador, S. Exa. esposa, Rosinha Garotinho. Sua administração foi digna de estratagemas mesquinhos e tenebrosos. Um autêntico horror! O Estado foi esmagado durante 8 anos, com administrações estapafúrdias, introduzindo uma cultura de absoluta tacanhez.

Não obstante, após a catástrofe, surge impetuosamente o nome de Sérgio Cabral em 2007, o maior político/ator que o Estado já conheceu. Estabeleceu um genuíno poder paralelo maligno durante 8 anos, saqueando as finanças públicas como nunca visto, ciceroneado por Lula da Silva, um de seus muitos amigos do peito. O Estado do Rio de Janeiro simplesmente ruiu, deixando um lastro de absoluta desgovernança, podridão, promiscuidade e escassez financeira, econômica e cultural: uma convulsão explícita.

Luiz Fernando Pezão, pupilo de Sérgio Cabral, assume o Estado em 2014, tentando perpetuar o saque ao erário público, sem abrir mão da leniência e permissividade, tão bem quistas pelo governador Brizola.

E, como diriam os ingleses “at last but not least”, o povo elegeu Wilson Witzel em 2019, espécie de ogro troglodita, com tendências arrogantes, homofóbicas e de vasta estupidez.

Pois bem, trinta e sete anos se esvaíram, escoando suas lágrimas pela combalida baía de Guanabara. E, então? Vamos continuar parafraseando Zeca Pagodinho, deixando a vida nos levar (vida leva nós!)?

Niterói, 28 de janeiro de 2020

Wilson M. Moura

Contato para palestras: will@wilsonmmoura.com

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Palestrante, mentor, escritor e mestre em meditação, especialista em mentalidade de crescimento e pacificação da mente.

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