E A TAL DA COMPETÊNCIA?

Wilson M. Moura Ξ September, 30th 2019

Estaríamos mesmo no século XXI, época supostamente contemporânea? Pressupõe-se que o que mais queremos é instituir uma ideologia alicerçada na integridade, integração, interação, visão sistêmica, inteligência emocional, pensamento crítico, disciplina, conformidade, planejamento e priorização, no sentido de produzir eficiência, eficácia e efetividade: momento ideal para escolhermos governantes que privilegiem uma coisa chamada competência. Mas, por onde caminharia esse precioso substantivo conceituado como sendo o conjunto de conhecimentos, habilidades, intenções e comportamentos.

Iniciamos o século com um presidente conhecido pelos seus conhecimentos sociológicos, contudo altamente cínico e omisso, com intenções, habilidades e comportamentos dúbios. Em 2003, foi precedido por um indivíduo despido de qualquer conhecimento, responsável pela implementação da maior quadrilha nacional de todos os tempos. Suas habilidades para roubar eram cinematográficas; suas intenções e comportamentos voltavam-se primordialmente para saquear o país e implementar libertinagens, a céu aberto, nas dez direções, inclusive com conluios além fronteiras.

Não satisfeito, foi responsável pela indicação e eleição da pior presidente “da história desse país”, uma catástrofe integral, cuja vocação única e exclusiva era pronunciar asneiras desconexas, acumular ganhos extras para sua aposentadoria e explicitar orgulho e prepotência em gênero, número e grau: o maior desastre já ocorrido na nossa histórica presidencial. De tanto insistir na incompetência, próxima da estupidez personificada, permitiu-se golpear pelo seu vice, homem com comprovados conhecimentos relativos, entretanto, com habilidades, intenções e comportamentos extremamente ávidos em direção ao próprio bolso. Perdeu-se de tanto lesar o erário público e não tardará a fazer companhia ao seu ex-colega presidente, assim rogamos.

Pois bem, em decorrência de um período de 18 anos de completa escuridão e confusão mental doméstica, eis que surge um ogro, “salvador da pátria amada gentil”, um senhor paradoxal que se introduz com habilidades grosseiras e agressivas, não condizentes para exercer a função de Líder da nação; relevante atentar para o fato de que foi expulso da corporação militar por indisciplina e comportamentos inadequados. Tem conhecimentos altamente restritos, algumas intenções e comportamentos bons, outros lamentáveis, e filhos destemperados ávidos pelo poder.

Foi um péssimo parlamentar (vereador e deputado federal com sete mandatos consecutivos), quase nada fez além de pentelhar e beneficiar suas linhas corporativistas: de fato, um político profissional inútil e oportunista. Além disso, se deixa cortejar e influenciar por um “guru” tresloucado, alucinado pela insensatez, e também pela bancada evangélica da pior espécie. Sim, precisamos reconhecer que ele cumpriu um papel superimportante, ou seja, desalojar o PT do poder. E não foi pouco. Contudo, não é uma pessoa competente, longe disso.

Eu nem vou me estender ao meu Estado, Rio de Janeiro, apenas ratificando o fato de ter acolhido os maiores larápios de sua história: Anthony e Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral, José Nader, Paulo Melo, Jorge Picciani, Luiz Pezão e, finalmente, Marcelo Crivella, sinônimos de incompetência ampla, geral e ilimitada. Não poderia deixar de dar um destaque especial a Benedita da Silva, semelhança da improficiência ‘in person’ e, também, do governador Brizola, responsável pela implementação do extremo populismo nas comunidades fluminenses sob o slogan “Vocês só possuem direitos: nenhum dever”.

Em outras searas, tivemos e temos professores universitários, artistas, ordens dos advogados, juristas e a grande mídia, que deveriam estar propondo soluções simples e eloquentes, assumindo papéis sadios de liderança e mudança social consciente, ao invés de propagar dúvidas e críticas negativas, que só amplificam insensatez e energias telúricas.

Sim, essa é nossa históriado século XXI, cunhada a pau e ferro, nua e crua. É o que nossa cultura nos proporcionou e, sendo assim, precisamos e devemos reconhecê-la e redirecioná-la. Seria essa a vibe contemporânea? Duvido, afinal, as vibrações não mentem!

Então, e a tal da competência? Você a tem visto por aí?

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Palestrante, mentor, escritor e mestre em meditação, especialista em tendências.

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