DO ALTO DO MEU BALÃO

Wilson M. Moura Ξ April, 9th 2020

Do alto do meu balão, assisto ao embate entre globais e bolsonaristas, com interesse, diligência, disposição e paciência. Sim, com interesse porque trabalho com desenvolvimento humano e, por consequência, suas imperfeições. Estas oportunidades nos são de enorme valia, pois exibem nitidamente as emoções e sentimentos aflitivos ocultos e comuns, em larga escala. Ah, estes seres humanos!

De um lado, temos um gladiador, uma espécie de ogro, extremamente prepotente e imaturo. Evidencia uma personalidade paradoxal, ora extremamente coerente, ora rudemente incoerente. Coerente porque é corajoso, descortinando a putrefação dos jogos de poder instaurado na República nacional. Sua insanidade é muitas vezes racional, mas também irracional, pois faz alianças com mentalidades altamente desprezíveis.

Além disso, se perde quando parte para a agressão, indo no caminho contrário da fala amorosa. Ao invés de aprimorar e justificar seus argumentos, grita. É como uma cobra, que ataca para se defender. Defender-se dos próprios medos e fragilidades emocionais. Não nos é difícil entender isso. Um líder não se solidifica com palavras rudes e vingativas. Contudo, ninguém melhor do que um imaturo para evidenciar a imaturidade do mundo.

No seu incansável encalço, temos um dos maiores conglomerados midiáticos do planeta, que se consideram intocáveis. Ao aventarem eventuais ameaças contrárias aos seus objetivos de perpetuação de poder, avançam inescrupulosamente com suas poderosas trincheiras: armas, tanques e mísseis de caráter influenciador e de formação de opinião, coagindo, constrangendo: a ordem explícita de suas chefias de redação é influenciar, raramente informar, educar. Pouco produziram ou produzem pautas educativas que promovam inspiração.

Defendem o contraditório em suas resenhas, mas aproveitam-se de qualquer oportunidade ameaçadora para atacar, destruir seus opositores. Há uma tendência explícita no sentido de instigar dispersões, temor, contrárias à mudança cultural consciente e responsável. As pautas poéticas e inspiradoras são relegadas a terceiro plano. Parecem fazer uma espécie de lavagem cerebral em seus “súditos”, pagando salários vultuosos e, calando-os, de certa forma. Não é proibido pensar, mas falar o que pensam, numa espécie de coerção financeira. Além de campeões de audiência, ganham todos os campeonatos de crítica negativa: julgam a todos e a tudo exaustivamente, mas raramente propõem soluções exequíveis.

Esse quadro me faz lembrar do político/imperador Napoleão Bonaparte “Todo homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que pelos seus direitos”. De fato, agridem pessoas que agridem pessoas para mostrar que agredir pessoas é errado, numa demonstração inexorável de imaturidade e desvirtuamento de intenções, crenças e valores virtuosos. Inspiração, escuta, diálogo, moralidade e consenso são atitudes irrelevantes aqui. Pensamentos desprezíveis são encontrados em profusão, além de alianças camufladas e espúrias com políticos inescrupulosos e membros do poder judiciário do alto escalão: só não vê quem não consegue ou não quer.

Nos seus veículos de comunicação vemos/ouvimos diariamente olhos esbugalhados, vermelhos, fumegantes, assim como textos maliciosos, fomentando soberba, agressividade, raiva e ódio. É muita mesquinhez, além de total ausência de ética e transparência. A cobra também se faz presente aqui, e como.

Nesse cenário, não existem amadores ou ideologias retas, o jogo é de profissionais. E o objeto do jogo possui triplo sentido: Dispersões, Avidez & Dominância. É fundamental desenvolvermos competências para dimensionar as circunstâncias com clareza e aprimorar os olhos da consciência, aprendendo a ver através das nuvens com plena atenção, pensamento sistêmico e discernimento. E, salve-se quem quiser e puder!

Niterói, 9 de abril de 2020

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Wilson M. Moura

Eu atuo como strategic thinker, palestrante, mentor e escritor, com o propósito de viabilizar pessoas e organizações a projetar estratégias de mentalidade de crescimento, maturidade emocional e a pacificação da mente, assim como otimizar metas e investimentos, vivenciar experiências transformadoras e de autorrealização.

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